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futebol europeu

A incrível intensidade do Galo e o futebol europeu. Bolão do clássico: arrisque um placar e concorra a 3 camisas do Galo, e a 3 do Cruzeiro

públicado em by Cadu Doné em Esportes | 191 comentários

Diante do São Paulo, na quarta passada, e do Cruzeiro, no último Superclássico, o Galo impressionou pelo ritmo, pelo volume, pela pressão, pela constância. Duas partidas impecáveis, o ápice da trupe de Cuca até aqui.

A incrível intensidade do Galo e o futebol europeu

 

Já há algum tempo, o termo “intensidade” tem se tornado moda no futebol. É utilizado, normalmente, para definir a capacidade de marcar com firmeza, velocidade, pressionando o adversário o tempo todo, inclusive no seu campo de defesa. Isso quando a equipe em questão está sem a bola. Recuperada a posse, segundo o “manual da intensidade”, é quase imprescindível sair com rapidez, dinamismo; atacar com muita gente e de forma pouco previsível, sem funções tão demarcadas – abram alas para o dom do improviso! É, com as devidas proporções, sem exageros, o “futebol total”, contemplado, preconizado por Rinus Michels, com sua “Laranja Mecânica”. É, porque não, o Barça de Guardiola, que mudou os rumos do esporte bretão até cair para o intenso Bayern – quando seu mentor já se ausentava. É, por fim, a “bagunça organizada”, sugerida por Ronaldinho Gaúcho. 

O culto à intensidade desnuda a realidade dos novos tempos, quando funções restritas demais – só destruir, ou só criar – vêm ficando raras, inviáveis. Todos devem marcar, “morder”. Todos hão de possuir noções minimamente razoáveis de passe.

Diante do São Paulo, na quarta passada, e do Cruzeiro, no último Superclássico, o Galo impressionou pelo ritmo, pelo volume, pela pressão, pela constância. Duas partidas impecáveis, o ápice da trupe de Cuca até aqui. Uma correria tão desenfreada quanto inteligente, produtiva.

Uma das principais falhas da seleção de Felipão, e do futebol brasileiro em geral, com relação ao que de melhor se pratica na Europa, passa, justamente, por uma deficiência, um atraso na habilidade para impor a tão decantada “intensidade”. Os treinadores mais badalados, conceituados, hoje, no país, pela modernização implantada em suas equipes, são Tite e Cuca. Não é à toa que os times que estão sob o comando destes têm conquistado ótimos resultados. Com estilos cheios de semelhanças, mas também de diferenças, cada um deles, a seu modo, faz o que mais se aproxima do futebol contemporâneo, “antenado”, “europeu”, em terras tupiniquins.

O complexo de vira-lata é uma bobagem. Querer copiar, e achar que tudo que vem de fora é superior, mostra-se ridículo. Porém, sábio é perceber que, em instantes específicos, a vanguarda dentro de determinada arte, de alguma área, pode estar fortalecida em certa região. Nesses casos, estudar, saber absorver o que há de bom, e adaptar à própria realidade, é um excelente caminho.

Bolão do clássico: arrisque um placar e concorra a 3 camisas do Galo, e a 3 do Cruzeiro

Voltamos com a promoção da semana. Dessa vez, porém, ao invés do sorteio, achei bacana fazer uma brincadeira entre os participantes do blog. Para concorrer à camisa do seu time (serão sorteadas TRÊS do Cruzeiro, e TRÊS do Galo), arrisque um placar para o jogão de domingo. Os prêmios serão sorteados entre aqueles que acertarem o resultado (portanto, se mais de 3 pessoas que pediram a mesma camisa do que você acertarem o resultado, não é garantia que você leve o prêmio mesmo que aposte no placar correto). O resultado será divulgado após o duelo, no domingo à noite ou na segunda pela manhã, aqui no blog.

Peço para colocarem nome e sobrenome no comentário, bem como endereço de e-mail correto, cidade e a CAMISA DESEJADA. Será necessário também apresentar documento de identidade na hora de buscar o prêmio (pedido da rádio, já que alguns tentaram se passar por ganhadores em outras oportunidades). Se a pessoa não puder pegar a camisa, basta passar cópia do documento para quem for recebê-la. E novamente, repito: CIDADE, NOME E E-MAIL CORRETOS SÃO INDISPENSÁVEIS!  Boa sorte a todos!

Aprendendo com quem sabe

públicado em by Cadu Doné em Esportes | 95 comentários

Eles têm uma das melhores e mais fanáticas torcidas do mundo. Conseguem aliar a constância dos estádios sempre lotados, a excelência do mais alto padrão nos serviços, na estrutura, à emoção do jeito latino de torcer.

Aprendendo com quem sabe

 

Novos estádios. Preços, digamos, reajustados, e o advento de novas regras de comportamento. Surgimento de uma cultura diferente na experiência de frequentar os campos de futebol. Mudança do tipo de público que acompanha as partidas in loco. Demandas nunca antes tão presentes virando corriqueiras na vida do torcedor – como a cobrança de um esmero superior no conforto, no oferecimento de determinados serviços. Por outro lado, em meio a tudo isso, certas arenas têm perdido em emoção, no que tange ao colorido que as torcidas podem proporcionar, usualmente vitais para o espetáculo.

Em época de mudanças tão significativas no futebol brasileiro, dentro das mais diversas análises que devemos fazer para nos adequarmos a uma nova realidade, está a observação de ótimos exemplos a serem seguidos. É preciso estar antenado, jogar o provincianismo para escanteio, apoiar-se em um espírito cosmopolita, que privilegia a ideia. E, no que se refere à torcida, em termos de comportamento, emoção, assiduidade da presença em campo, e concomitantemente, conforto, qualidade do que é oferecido ao consumidor, ninguém se compara ao Borussia Dortmond. Ninguém consegue unir tudo isso com tanto vigor e afinco. Portanto, está aí um exemplo a ser observado, e, por que não, copiado diretamente – quando não, pelo menos, seria bela fonte de imensa inspiração.

O Borussia consegue juntar a constância, a “confiabilidade” comum na Europa, no sentido de que o estádio vai estar sempre lotado – seja contra o Real Madrid, pela Champions, ou em um cotejo só para cumprir tabela diante do último colocado da liga local -, à emoção pulsante, ao colorido de uma arena que respira e exala vibração, como nos melhores momentos do futebol brasileiro nessa seara (nisso, supera, por exemplo, o padrão da Inglaterra, da Espanha, e o rival Bayern de Munique, e com relação a estes tem, nesse item, seu maior diferencial). Noves fora essas virtudes, o serviço prestado ao amante pelo clube é reflexo de quem o trata, verdadeiramente, como um parceiro, um amigo. Desde a compra dos bilhetes, até a organização do que eles chamam, numa tradução livre, de “dia do jogo”, tudo é quase perfeito, impecável, cuidadoso nos mínimos detalhes.

Para melhorar todo esse cenário, que já parece quase um sonho, uma miragem, lembremos que, como o estádio é do clube, cada metro do local parece pensado para gerar receita. Lojas e mais lojas. Museu belíssimo. Tour guiado por todo o estádio, pago. Tudo feito com carinho, competência.

Ah… E quase esqueci de dizer: o time, em campo, é um dos melhores do mundo. Sem gastar tanto, sem abrir os cofres como os “novos ricos” do velho continente, e jogando bonito. Há mais raiz, identidade, empatia real com quem está vestindo a camisa tão amada pelos adeptos. Enfim… Como deve ser difícil torcer, hoje em dia, para o Borussia… 

Confira o vencedor da camisa do Cruzeiro! Crise de talento consolidado no nosso futebol; olha a fama que o Brasil pega no exterior por causa de alguns; qual a camisa mais bonita da Europa?

públicado em by Cadu Doné em Esportes | 70 comentários

Crise de talento consolidado no nosso futebol

Nossa seleção vive situação estranha. O time Olímpico, formado basicamente por nomes de até 23 anos, é praticamente o principal, o que disputaria o Mundial, se ele fosse hoje. Passamos por um período de entressafra, é verdade. Isso contribui para esse cenário. Contudo, não dá para deixar de notar que ele acontece, especialmente, em função da falta de jogadores brasileiros de real qualidade, consolidados, e um pouco mais velhos, sobretudo do meio para frente.

Não me refiro somente aos veteranos. Trato aqui, principalmente, daquela faixa que vai dos 25 aos 30, tida por muita gente como o período áureo de boa parte dos atletas. Nesse estágio, o vigor da considerável juventude se aliaria ao total desenvolvimento do corpo, levando a uma capacidade física privilegiada. Para completar, já teriam respeitável bagagem, experiência.

Um exemplo muito útil para refletirmos acerca da nossa geração atual. Gosto de Hulk. Acho-o bom jogador. Tem imenso valor para clubes, e até na seleção, pode agregar, fazer parte do elenco. Porém, não o levaria para Londres como um dos três acima dos 23 anos. Me parece não ter talento, qualidade suficiente para adentrar em um grupo que aparenta – e a princípio, deveria ser – tão seleto.

Ao mesmo tempo, perguntei-me quem ocuparia a vaga do atacante. Fiquei entre Daniel Alves e David Luiz. Um lateral direito e um zagueiro. Daí, para a conclusão central a que quero chegar, foi um passo: numa lista, essencialmente, sub-23, de apenas 18 nomes, não ficou simplesmente nenhum jogador, de ataque ou criação – contando todas as idades – altamente qualificado, estabelecido, e em ótima fase, de fora da convocação. Nenhum “crime” cometeu-se na opção pelos três “vovôs”.

Se, nesses setores, nossa turma Olímpica fosse totalmente confiável, o papo seria outro. A tranquilidade reinaria. Afinal, estaríamos, no presente e – provavelmente – no futuro, bem servidos. Mas a realidade não é essa. A camisa 9 é uma incógnita. Pato, envolto em eternas contusões, não se firma nem quando está livre delas. Damião, excelente para clubes brasileiros, até agora, não dá a segurança de que tem nível internacional, de Copa do Mundo. Ganso, então, nem se fala.

Para a Olimpíada, devido aos adversários, esse time de Mano é pra lá de competitivo, favorito. Já para a Copa…

Qual a camisa mais bonita da Europa?

Para colecionadores, ou apenas amantes de camisas de futebol, vale conferir aqui as novas “vestimentas” dos principais clubes europeus, para a próxima temporada. Gostaram mais de qual? Achei que as duas do City ficaram legais, bem como a segunda do Chelsea, que lembra a do Vasco. Já o United, que normalmente tem belas camisas, na próxima temporada, digamos, não estará, para mim, tão bem vestido assim. Enfim, dê sua opinião.

Olha a fama que o Brasil pega no exterior por causa de alguns…

Comentando no Bastidores, na quarta, sobre o último escândalo no qual estão supostamente envolvidos Havelange e Teixeira, disse que um dos pontos negativos de episódios como esse está na fama terrível que o Brasil ganha no cenário do futebol mundial – mas não somente nele. Dito e feito. Leiam essa notícia. Chega a ser incrível a “defesa” da FIFA. Reparem que, generalizando, dizem que o suborno é algo comum no “nosso povo”, algo da nossa cultura. Lamentável. Algum preconceito nas palavras dos representantes da entidade maior do futebol? Até que ponto a existência de pessoas que, de fato, mancham a imagem do país, justificam visões como essa?

“(…) pagamentos de subornos pertencem ao salário recorrente da MAIORIA da população”, diz – segundo a reportagem do link -, trecho de um documento, referindo-se ao Brasil.

Confira o vencedor da camisa do Cruzeiro!!

Quem ganhou a camisa do Cruzeiro foi o Luciano Eduardo de Jesus, com o comentário do dia 12 de Julho.

Luciano, meus parabéns!! Você pode passar na Itatiaia nessa segunda ou na terça, no horário comercial. Caso não busque o prêmio até esse prazo, sortearei novo vencedor. O contemplado será avisado no e-mail cadastrado no comentário. E fiquem ligados! Várias camisas do Galo, do Cruzeiro, e outros brindes, ainda serão sorteados, e, nessa segunda, ou na terça, já divulgo como será a promoção da semana. Abraço a todos e obrigado pelo carinho nessa promoção!

Endereço Itatiaia: Rua Itatiaia, 117 – Bonfim

Ensinamentos da Euro – Prêmios: uma camisa oficial do América e um livro sobre o Cruzeiro! R49 mais vertical e melhor nas bolas paradas

públicado em by Cadu Doné em Esportes | 59 comentários

Parte da mídia esportiva às vezes é engraçada. Motivada por precipitações, pelos alarmistas de plantão, e talvez por ligeira falta de assunto, com frequência, busca enxergar tendências baseando-se em eventos isolados, envoltos em doses generosas de casualidade. A conquista do Chelsea na Champions League gerou as já esperadas indagações – que se enquadram perfeitamente no “perfil” exposto acima: a retranca se tornará moda, uma espécie de padrão no futebol mundial, a partir de agora? Alguns disseram clara, ou vagamente, que acreditavam nessa possibilidade. Apenas o título do clube inglês, convenhamos, era pouco para conclusões ou insinuações desse tipo.

A Euro 2012 tratou de desmentir quem imaginava o pior. Nenhuma das grandes seleções optou por formações exageradamente defensivistas de modo permanente e que tenha dado resultado. A Inglaterra foi a que mais se aproximou disso, mas não mostrou, em campo, comportamento exatamente igual ao apresentado pelos blues de Londres, embora, tenha sim, pecado por certa omissão, por determinada incapacidade de criar e agredir o oponente. Se houve alguma lição na maneira de se jogar futebol que chamou atenção na competição europeia, ela se atrela, ao contrário, à filosofia ofensiva de atuar, aquela que privilegia o talento.

As duas seleções que mais vêm agradando nos últimos tempos – Espanha e Alemanha –, em geral, estão confirmando a supremacia na qualidade que detêm como equipes, conjuntos. Qual o ponto em comum entre esses esquadrões? Ambos têm, do meio para frente, apenas jogadores que sabem tratar a bola, trocar passes, contribuir na armação. Possuem, sobretudo, volantes que em muitos instantes lembram armadores – nesse aspecto, Schweinsteiger é inigualável, mas Xabi Alonso fica ali, “na cola”, e também encanta com sua classe – ou, no mínimo, são donos de razoável aptidão para ajudar ofensivamente. Até a Inglaterra teve, em Gerrard, um volante que é o exato oposto do típico “brucutu”, seu principal destaque, seu maestro na edificação dos ataques; na Itália, Pirlo continua esbanjando categoria.

Então, fica a dica para o Mano. E, aproveitando o gancho, uma lembrança: Ramires não pode ficar de fora da seleção. Ainda que, no Chelsea, esteja jogando como meia aberto pela direita, conseguiria, muito provavelmente, se adpatar ao papel de volante, já executado por ele com maestria, inclusive, no Cruzeiro. Valeria, ao menos, o teste.

R49 mais vertical e bem nas bolas paradas; mais de Bernard

- Diante do Naútico, R49 fez boa partida, apesar de não ter sido espetacular, nada na linha. Gostei do fato de ele, em alguns momentos, ter tentado ser mais “vertical”, indo para cima, conduzindo a bola (em post um pouco abaixo, cobrava a falta desse tipo de jogo nas atuações do Gaúcho). Nas faltas, e sobretudo nos escanteios, o dentuço também melhorou em comparação com a jornada anterior, e foi bastante útil – além do gol, lembremos das bolas na trave após tiros de canto por ele cobrados. Vale ficar atento para observarmos se esses traços, sobretudo o primeiro, mais difícil de acontecer, serão mantidos.

- Comentei da injustiça sofrida por Bernard. Acho legal destacar que, no último jogo, o garoto foi muito apoiado pela torcida. Ele merece.

Sorteio da semana: concorra a uma camisa oficial do América e a um livro sobre o Cruzeiro!

- Os prêmios que serão sorteados essa semana são uma camisa oficial do América e o livro “Um campeão chamado Cruzeiro”, sobre as conquistas celestes na década de 90. Para participar, o esquema é o mesmo: basta pedir a camisa ou o livro nos comentários desse post, e/ou nos dos outros que vou escrever durante a semana. Os vencedores serão divulgados no próximo domingo, aqui no blog. Dessa vez, peço para colocarem nome e sobrenome no comentário, bem como endereço de e-mail correto. Também é legal especificar qual é o prêmio desejado, ou se “está dentro” para qualquer um dos dois. Boa sorte a todos! Lembro que a camisa do Coelho é um oferecimento da Loja Esportes Camisa 10, espaço bem bacana e completo quando o assunto é esporte. O endereço da loja é Av. Santos Dumont, 539, Centro, BH. Vale a pena conferir as opções dela no site http://esportescamisa10.com.br/plus/

Já o livro, é cortesia do autor Anderson Olivieri Mendes, grande conhecedor da história do Cruzeiro, que, pelo preparo, eloquência e simpatia, fez muito sucesso na sua recente participação no Bastidores. Valeu, Anderson!

Coisas incríveis do futebol – A maior glória na “pior” temporada; antagonismo entre “jogar bonito” e “eficiência” não existe

públicado em by Cadu Doné em Esportes | 37 comentários

- O título do Chelsea na Champions suscitou, como era de se esperar, velhas discussões do esporte bretão. Futebol bonito X pragmatismo, ofensividade X retranca. Em meio aos clichês que vêm sendo disparados por aí, perde-se de vista certos aspectos bem interessantes. Vamos a alguns deles:

“Pior” temporada, maior conquista

- Os Blues conquistaram seu principal título, sua grande obsessão, o objeto de desejo maior de seu dono russo, simplesmente quando apresentaram o pior desempenho da era Abramovich. E não aludo aqui a uma visão romântica do jogo, nada disso. Em termos de qualidade propriamente dita, eficiência, a performance vinha deixando muito a desejar considerando os patamares estabelecidos recentemente pelo exército de Roman.
Entre méritos defensivos, papel da sorte, do acaso, já que me referi aos lugares-comuns, numa aparente contradição, recorro a um exemplar deles: o futebol, longe de ser ciência exata, de se alinhar ferrenhamente à lógica, tem desses fenômenos, dessas curiosidades, e para muitos, aí está seu fascínio. Às vezes, as coisas simplesmente acontecem, vão ocorrendo, se desenhando, sem grandes explicações palpáveis. O fato é: o time de Londres, realmente, apresentou rendimento, no todo da temporada, muito, mas muito abaixo mesmo do padrão firmado nos últimos anos. Tanto que, se não tivesse se sagrado campeão da principal competição continental, não a disputaria no ano que vem, por ter terminado apenas na sexta posição no inglês – e assim, interromperia a incrível serie de nove Champions seguidas (nunca ficou fora na gestão Abramovich).

Beleza e eficiência normalmente andam juntas

- Não dá para impor apenas uma forma de jogar futebol. Atuar na defesa é um direito, e fazer isso bem, também merece aplausos. O Chelsea foi, sim, digno de muitas palmas, pela disciplina tática, entrega, concentração, raça. Entretanto, não se deve perder de vista que, ao contrário do que dizem, jogar bonito, “para frente”, é, na realidade, em geral – ênfase aqui, pois não se trata de regra absoluta, sem exceções -, mais eficiente, e, de certa maneira, mais pragmático. Eis o ponto negligenciado pela maioria: essa colocação do jogar bonito e da eficiência em polos opostos, simplesmente não procede; é simplória e não condiz com a verdade. Basta ver na história do futebol. A maioria dos grandes campeões, dos esquadrões mais consistentes, eficientes, confiáveis, praticava um futebol de considerável qualidade técnica e privilégio ao ataque. Entre muitos exemplos possíveis, vejamos um recente, da Europa, para ficarmos no mesmo “mundo” do objeto desse post, no mesmo referencial: quem foi mais vencedor, campeão, efetivo? O Barça de Guardiola, ou a Inter, campeã da Champions em 2010, deixando pelo caminho os catalães num suposto triunfo do “futebol resultado”? Ora, eliminações assim, até podem acontecer aqui e ali. Em médio prazo, contudo, o “futebol resultado” foi o dos espanhóis. Alguns dirão que isso se deve ao fato de o caso do Barça ser totalmente atípico, extraordinário, de outro mundo. É mesmo. Mas, ainda que peguemos exemplos de bons times ofensivos, numa patamar de excelência bem mais baixo, veremos que, predominantemente, eles costumam ser mais eficientes – insisto na palavra -, vencedores, do que os retranqueiros, os defensivos.

O papel da sorte, o sufoco

- Na esteira dessas discussões – as quais voltarei em outros momentos -, não posso deixar de observar que a estratégia adotada pelo Chelsea, se teve seus méritos, como sempre ressalto, evidenciou riscos altíssimos, esteve no limite, e contou, além da conta, com a sorte. Contra o Barça, a pressão foi inacreditável, as chances foram criadas – ou seja, mesmo com a marcação total, não se conseguiu evitar a construção das ações, muito longe disso -, e gols não foram sofridos pelos ingleses muito por detalhes, erros incomuns na conclusão, e sorte; as bolas nas traves se multiplicaram nas duas partidas; Messi, simplesmente ele, perdeu um pênalti; contra o Bayern, o sufoco pode ter sido menor, mas o ferrolho não passou impune; se não fosse a cabeçada de Drogba, o título teria escapado no final, e ficaria clara a falha da proposta de jogo excessivamente cauteloso. Além do mais, Robben também perdeu uma penalidade. Em suma: a sorte teve, na conquista do Chelsea, um papel, digamos, destacado, acima da média, e isso não deve ser esquecido.

- Outras análises sobre a Champions virão ao longo da semana.