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Questionando o intocável

públicado em by Cadu Doné em Esportes | 215 comentários


Não é pela extrema qualidade de um profissional que ele deve deixar de ser questionado; se Tite tiver mesmo esta ideia de forma pouco flexível, estará errando…


Questionando o intocável


Tem sido falado na imprensa com incrível recorrência, praticamente desde o início da era Tite, que um dos principais méritos deste treinador é escalar os atletas convocados, sempre, na mesma posição em que atuam nos clubes. Confesso que não vi uma declaração exata do técnico neste sentido, defendendo esta teoria. Mas aqui a ideia é não apenas debater esta preferência, em si; trata-se também de refletir como, a partir do momento em que considera como um fato este mote – sendo esta realmente uma verdade, ou não –, a mídia o engoliu sem as devidas relativizações, sem os necessários contrapontos. No fundo, esta espécie de passividade é apenas mais um capítulo da mania nacional de seguir o fluxo, buscar extremos, “exatidões”; idolatrar ou demonizar; rotular; reservar somente elogios para os que estão bem na fita, e restringir-se a implicâncias quando se fala de personagens cujas personas públicas não são exatamente tão queridas.


É claro que, em geral, e a priori, mostra-se interessante este tipo de coerência/pragmatismo na escolha do setor no qual cada peça jogará, e da função, do tipo de trabalho que será executado em campo por ela. Entre os vários motivos que justificam essa assertiva destaquemos, por ora, que as seleções possuem pouco tempo para treinar; nesta linha, fica frequentemente complicado dar ritmo, fazer o individual render plenamente longe do seu habitat natural. Ademais, parece ainda mais complexo contemplar, unir a resolução desta última questão assinalada à capacidade de dar à equipe o entrosamento, a sincronia necessária. Contudo, como o futebol está longe de ser ciência exata, e outras variáveis podem interferir especificamente no tópico neste texto discutido, não considero correto, inteligente que a predileção acima mencionada seja levada ao pé da letra, em termos um tanto taxativos, absolutistas. E a impressão que muitos jornalistas passam ao falar desta tese, desta idiossincrasia de Tite, é que a prioridade arrolada vem na cabeça do técnico com ares de convicção quase imutável, um tanto determinista. E o que fazem estes comunicadores ao fazerem tal interpretação? Com ela concordam…


Se pegarmos uma média dos últimos tempos, fora Neymar, os dois jogadores brasileiros mais famosos, talentosos, consistentes no futebol europeu – me refiro aqui a opções ofensivas –, têm sido Douglas Costa e Philippe Coutinho. Neymar, desde que chegou ao Barça, sempre atuou aberto pela esquerda. Douglas, na era Guardiola, só jogou como ponta, variando bastante o lado, mas com frequência ocupando o flanco canhoto. Com Ancelotti ainda é cedo para ter certezas a respeito do posicionamento deste jogador; afinal, com o italiano, nosso atleta pouco atuou em função das contusões. Não me soa nada improvável, entretanto, que o meia-atacante jogue, no Bayern, na maior parte das vezes, pelo lado esquerdo – até porque, Ancelotti tem apostado no 4-1-4-1/4-3-3 como esquema, e vem considerando Müller como um dos caras que jogam abertos no ataque (e o alemão, historicamente, costuma atuar ou pela direita ou pelo centro, nunca pela esquerda). Por fim: no Liverpool, Coutinho já foi escalado em diferentes posicionamentos; nesta temporada, porém, embora circule bastante, afunile, centralize, costumeiramente parte da ponta esquerda, tem neste cantinho do campo sua posição inicial.


Para os que, sem ruminar, regurgitar, engolem qualquer coisa que vem – ou supostamente vem – da cabeça do intocável Tite, fica a pergunta: como contemplar a ideia de escalar os jogadores sempre conforme estes atuam em seus times se todos os seus principais atletas jogam na exata mesma função nos seus respectivos clubes? Essa ideia é tão brilhante e inquestionável assim a ponto de se sobrepor ao talento individual e ao bom senso? Não seria o caso de tentar, por exemplo, Neymar pela esquerda, Coutinho pelo meio, e Douglas pela direita – ou seja, não escalando os dois últimos da mesma forma em que eles atuam em suas agremiações?

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O lateral e seu secretário

públicado em by Cadu Doné em Esportes | 349 comentários


Taticamente, esta foi a principal mensagem do clássico entre Galo e Flamengo…


O lateral e seu secretário


Com a consolidação de sistemas como o 4-2-3-1 e o 4-1-4-1 – além de uma espécie de retorno do 4-3-3 –, se os pontas clássicos não voltaram, exatamente, uma figura semelhante a eles se tornou epidêmica: o homem de beirada; o “rapidinho” que faz os lados; o auxiliar/secretário de lateral. A nomenclatura varia bastante. As possibilidades estratégicas também: há técnicos que gostam de unir, pelos flancos, um meia com um atacante (Tite, Mano); outros preferem sempre peças mais agudas, em ambas as extremidades, apostando sobretudo na amplitude, na ideia de abrir bem o campo (Guardiola, apesar da mente prodiga e irrequieta, frequentemente aberta ao novo, aqui pode ser citado como dono de uma convicção quase imutável; é um entusiasta, inclusive, dos antigos extremos brasileiros).


Em termos técnicos, de características dos jogadores que se enquadram no rol desta nova posição do futebol, há uma vasta gama de possibilidades. Pensemos em Carlos, no Atlético, quase sempre a própria encarnação do ajudante de lateral – se prestando a um papel pouco brilhante, pouco criativo; extremamente burocrático. Lembremos de Danilinho, na era Cuca, que chegou para atuar como uma meia de ligação e, se não vingou no que haveria de ser seu labor primordial, acabou, por incrível que pareça, deixando saudades em alguns por funcionar como uma mão na roda para Marcos Rocha, sempre saidinho…


Entre os talentosos que deram a este trabalho um glamour notável, podemos recordar de Tardelli: antes um centroavante; na Libertadores de 2013, contudo, a peça que atuava aberta pela direita – curioso, no caso de “Don Diego”, é que ele conseguiu unir as duas pontas; ser incisivo no ataque, na construção de jogadas interessantes, bonitas, e útil na defesa, na recomposição. Bernard, naquele mesmo esquadrão, também contemplou com maestria esses dois aspectos atrelados à badalada nova função. Raciocínio análogo vale para Luan, desde que ele chegou a Minas.


Boa parte dos torcedores tem dificuldade de entender/lidar com essa realidade do futebol atual, com a necessidade de avaliar um homem de frente, de criação, também por sua capacidade defensiva. Novos tempos. Correria. Futebol físico. O tal do “todo mundo precisa marcar” está em voga. Defendo que não podemos cair num tipo de inversão de valores – que tem sido comum. A prioridade – quando falamos de meias-ofensivos – deve continuar sendo o talento. A técnica. A criatividade. Muita gente por aí, querendo pagar de entendedor de tática, acaba perdendo o senso de proporção; e, de maneira desmedida, por exemplo, coloca como inviável a junção de certos talentos simultâneos dentro da mesma equipe titular. A linha, entretanto, costuma ser tênue. Nem tanto ao céu, nem tanto ao mar. Bom senso, percepção, capacidade de analisar prós e contras, de medir riscos, de avaliar uma espécie de custo-benefício. Não se deve cair na insensatez de dar à recomposição valor superior ao devido, aderindo a um lado supostamente racional, tático, seguro, que muitas vezes nada disso tem. Tampouco me parece adequado anuir a um discurso talvez poético demais, um tanto retrógrado, que cheira a desconhecimento e/ou a algo tosco, incongruente com determinadas evoluções do esporte bretão – ou seria involução? Enfim, esse papo fica para depois…


Fato é que, diante do Flamengo, no primeiro tempo, o Atlético se apresentou extremamente vulnerável. E isso aconteceu, bastante, porque, nem Robinho – aberto pela esquerda –, nem Cazares – centralizado –, ajudavam minimamente na recomposição. Para completar, Otero – pela direita – esteve menos eficiente neste labor do que em outras oportunidades. Os cariocas nadavam de braçada pelos lados, com “pontas” e laterais dobrando frequentemente para cima do lateral inimigo – sozinho, abandonado pelo seu secretário… Esta foi, em termos globais, a principal mensagem do cotejo do último sábado. Mais em breve.

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O melhor dos presságios

públicado em by Cadu Doné em Esportes | 490 comentários


Por um segundo, uma fração, uma provável injustiça, não perdemos a mente mais pródiga do futebol…


O melhor dos presságios


Noves fora o texto tão simples quanto belo, límpido, cristalino, e ao mesmo tempo imponente, absoluto, cuja leveza se mostra peculiar a ponto de, em certo sentido, acarretar quase numa anulação da linguagem – que, na melhor das acepções, naturalmente, em meio a tanta fluidez, se torna imperceptível; a capacidade ímpar de, somente na medida exata, dentro de um universo que usualmente exala inteligência sem nos sufocar com exibicionismos, nos brindar com as mais aprazíveis pílulas de erudição – as quais entram orgânica e sorrateiramente, encaixando-se como se tivessem nascido para ali estar; a rara aptidão de unir, entrelaçar considerações táticas, teóricas, com observações singelas, sacadas idiossincráticas a respeito da expressão, dos movimentos corporais de determinados jogadores; a sabedoria para fugir das armadilhas de um saudosismo carregado, com cheiro de mofo, que esparge uma espécie de teimosia, cegueira, sem cair no polo oposto de quem não sabe valorizar o passado, num tipo de estreiteza que flerta com o pueril, e casa com a desinformação; enfim… Entre tantos atributos que o fazem, com folga, o melhor colunista de futebol do Brasil, a característica de Tostão enquanto intelectual da bola que mais me fascina, é a destreza para falar, saber contextualizar o papel do acaso em incontáveis facetas/momentos do esporte bretão.


Ao contrário do que reina na mídia esportiva, e apesar do conhecimento, do repertório muitíssimo acima de qualquer média que carrega sobre o assunto com o qual trabalha, Tostão tem sempre consigo a sensibilidade, a percepção para ver a verdade; e justamente por isso saber, compreende que, conforme dizia Edgar Morin, esta última, via de regra, se encontra em sistemas, explicações abertas; foge de um tipo de determinismo que se não assola apenas as análises acerca do futebol, nestas se sente em casa como Totti no estádio Olímpico de Roma. Em suma: Tostão foge do simplório, de um taxativo comum, surrado, que supostamente explica, e costumeiramente é enxergado como “corajoso” – sem sequer passar perto disso –, como o diabo foge da cruz – ou como Rivelino correu dos uruguaios. O formulático, o lugar-comum, o apontar o dedo, a “explicação pronta”: nada disso com ele tem vez. Se falasse de tênis – de qualquer coisa; da vida –, assim como Woody Allen, Tostão teria plena consciência que às vezes a bola simplesmente bate na fita e… E o destino, uma existência está à mercê da sorte, do acaso. E os tolos, os pretensamente conhecedores? Estão lá, bailando – sem muito esforço intelectual, diga-se – para cravar que tudo ocorreu por causa do 4-1-4-1, do backhand salvador, do “apoio da torcida”, da “falta de planejamento”, ou “do técnico que não grita na beirada do campo”…


Nesta quinta, Tostão lança em BH o livro “Tempos vividos, sonhados e perdidos – um olhar sobre o futebol”, no qual percorre seis décadas da modalidade que marcou sua vida. Na Piauí desde mês – a melhor revista do país disparado, vale o aposto – um trecho da obra é apresentado ao leitor. E tudo me pareceu tão saboroso, tão inteligente, tão Tostão, que não consegui esperar o trabalho chegar às lojas para dele falar. Nesta pequena amostra, entre tantas pérolas e trechos deliciosos, o que mais me impressionou? A constatação de como a trajetória deste ser humano louvável marcou-se, de modo decisivo e recorrente, por instantes em que por um segundo, um milímetro, um detalhe, um capricho do intangível, do sobrenatural de Almeida, algo mudou e deixou de ser o que era; uma nova porta se abriu; um novo destino acabou edificado. Se não tivesse parado de jogar cedo – por um duro golpe do destino –, não teria estudado medicina e erguido elogiável caminhada na área; caso aprovado num concurso para professor da UFMG – o que não se deu por frações –, não teríamos hoje a mais pródiga mente a falar de futebol. E por aí vai…

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Por que Donizete pode ser tão necessário?

públicado em by Cadu Doné em Esportes | 504 comentários


Fujamos do estereótipo vazio e improcedente de “volante brucutu”; consideremos como cada um, até por características do corpo, se movimenta…


Por que Donizete pode ser tão necessário?


As discussões acerca da composição do setor ofensivo do Galo têm dominado os noticiários do clube nos últimos meses. Também pudera: são muitas opções badaladas. Para além do onipresente debate “Fred e/ou Pratto”, há muito o que dizer, pensar, discutir. Os outros dois atletas mais paparicados do elenco, Robinho e Cazares, também pouco recompõem. O que fazer? Desses quatro, quantos se deve escalar, simultaneamente, entre os titulares? Três? Somente dois? Se é complicada a resposta para esta pergunta, em função desta vocação ofensiva do plantel, um ponto, hoje, me parece pacífico: Leandro Donizete precisa ser, em muitos momentos, titular no meio.


Com um esquadrão que, via de regra, mesmo somente com Fred e Robinho – das quatro opções ofensivas mencionadas acima – entre os titulares, privilegiará o ataque, o jogo vertical – pensemos em Clayton, Luan, Maicosuel, Otero: ainda que estes recomponham melhor do que as estrelas já listadas, tratam-se também de alternativas, no fundo, que não carregam a veia defensiva no DNA; criativas, essencialmente –, frequentemente, quando a bola for perdida na frente, a retaguarda ficará um tanto vulnerável para os contragolpes. Imaginando que o conjunto estará com quatro, cinco futebolistas sufocando o oponente, pressionando-o, agredindo-o, tentando marcar o gol, para a abertura no meio, o buraco entre este setor e o último terço do campo não se tornar ainda mais perigoso, é recomendável ter na cabeça-de-área um marcador cujas características combinam melhor com um tipo específico de combate: aquele em que o defensor sai à caça do adversário, em velocidade, com firmeza.


Em uma equipe que se expõe tanto, é preciso ter, frequentemente, um volante que detenha boa agilidade para, saindo do centro, cobrir pontas e laterais; ou que, também apresentando ótimo dinamismo, consiga dar tiros curtos, arrancadas explosivas para bloquear as jogadas, as ações dos meias inimigos em seu nascedouro. A questão foge completamente da dualidade besta, do clichê “brucutu ou volante que sai para o jogo”; não estou defendendo a prevalência do primeiro – até porque, ao contrário do que diz outro lugar-comum, não vejo Donizete como um exemplar típico desta classe; é necessário aprofundar, ir além e perceber o tipo de movimentação que cada um possui – até por características físicas, corporais – e como tais atributos se encaixariam melhor em cada situação. Imaginemos os movimentos de um para-brisa: o cão de guarda do meio de uma equipe que ataca com muita gente precisa, nos contra-ataques do rival, invariavelmente, estar de prontidão no meio para realizar movimentos longinquamente análogos ao deste acessório – pendular para um lado, para o outro, ocupar espaços, cobrir lacunas, dar o bote no segundo exato, sem atrasos. Muitas vezes, por exemplo, você pode possuir no elenco um atleta superior no desarme nos confrontos diretos e em curta distância; mas que, por carência de rapidez, celeridade, e dinamismo, funcionaria melhor num meio-campo mais preenchido, e não num time no qual com tanta assiduidade os volantes e os quatro da frente funcionam como blocos distintos, pouco compactos.


Se devemos refletir em torno desta utilidade de Donizete mesmo “somente” com Robinho e um dos centroavantes entre os titulares, nas circunstâncias em que esta dupla estiver acompanhada de Cazares e/ou do outro homem de – originalmente, digamos – referência badalado da equipe, quase não há o que considerar: é Donizete na certa.

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Um Luxa surrealista

públicado em by Cadu Doné em Esportes | 519 comentários


Será que o erro não está também em quem superestima os técnicos? Será que nos perdemos em idealizações, projeções? Na busca por uma resposta, um rótulo, um título, um Midas, um ídolo, um responsável, uma “explicação”?


Um Luxa surrealista


As recentes – e estapafúrdias, inacreditáveis – declarações de Luxemburgo têm sido criticadas, merecidamente, por quase todos. Muitos batem na tecla da falta de atualização. Outros, inconscientemente, reagem como se estivessem diante daquele tiozão ligeiramente fanfarrão da família; um tanto senil; talvez, em sua velhice, “bonitinho”, “inofensivo” – e não estou dizendo que o “profexô” tenha idade avançada, porque não é este o caso. Sabe aquele “aham para não render”? Algo na linha: “ah… ele não sabe o que diz… Quão inusitado, não?!” Ou: “quem mais senão o fulano… Típico dele…”. Enfim… Comentários que exalam, transmitem algo numa das linhas descritas, análogo a elas, se proliferaram.


Num plano mais objetivo, os pontos que mais me marcaram passaram pela total falta de noção. Aquela sensação de que o sujeito se perdeu completamente, está no mundo da lua, gravitando numa toada, num espaço por nós desconhecido. A completa ausência de qualquer capacidade para fazer uma autoanálise consciente, infimamente imparcial e banhada ao menos por uma centelha de humildade, pelo mero indagar crítico de que talvez algo tenha se embaralhado no caminho, algum erro possa ter sido cometido, também chama atenção de qualquer observador atento. Por fim, no rol dos itens importantes: o desconhecimento atroz. Informações erradas, reflexões repletas de argumentos que não fazem sentido, não formam uma lógica e que, enquanto proposições, “fatos”, não se confirmam como tais – mas defeitos nessa seara, sem querer soar cabotino, foram descortinados por mim largamente durante a última passagem do treinador pelo Cruzeiro. O contorcionismo retórico para nunca reconhecer, sempre achar um culpado, uma “explicação”. A elegância que foi deixada de lado quando Felipão acabou mencionado; o espirito leviano que entrou em cena no instante em que acusações graves foram feitas com relação ao futebol chinês…


Noves fora todos esses aspectos de algum modo, mais diretamente conectados às entrevistas em si, ouvindo Luxemburgo no “Bem, amigos” da semana passada, e lendo sobre suas declarações a respeito de Guardiola na última segunda, voltei a matutar em torno de alguns temas que no passado já me tocaram. Em algum grau, de maneiras distintas, temos mania de projetar, idealizar. Nesta esteira, em momentos, patamares e situações díspares, comum tem sido já há muitos anos a superestimação dos técnicos. E ao ver alguém que venceu tanto, recebeu gracejos quase sem fim por longos períodos – a maioria com justiça, em certas acepções –, numa atividade supostamente conectada ao conhecimento, ao mínimo de labor intelectual, descortinar tanta bobagem em seus discursos, escorregar com tantos erros nas alocuções, escancarar tanto desconhecimento da própria área, me pergunto: será que os treinadores são tão importantes assim? A “tese oficial” de que Luxa parou no tempo, deixou de se atualizar, é suficiente para explanar disparates tão claros, graves e frequentes – bem como a própria queda descomunal de resultados/rendimento que este profissional teve na carreira? Volto ao assunto em breve…

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