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Por que o Galo acertou em cheio ao escolher Roger

públicado em by Cadu Doné em Esportes | 404 comentários


Engraçado: as pessoas que vi se manifestarem reticentes sobre a contratação mal viram o Grêmio de Roger jogar…


Por que o Galo acertou em cheio ao escolher Roger


Desde quando o Atlético demitiu Marcelo Oliveira vinha falando, com veemência, que Roger era a melhor opção entre disponíveis e acessíveis. Num mercado combalido, apenas Cuca – não estava livre, mas já havia a perspectiva de que não fosse seguir no Palmeiras – se aproximaria, ficaria praticamente lado a lado com o ex-comandante gremista. Gosto muito do treinador campeão da Libertadores pelo Galo em 2013. Sem dúvida, se encontra no top cinco da sua profissão no país. No mínimo. E por que, então, se o admiro tanto, e se ele tem currículo bem melhor do que o de Roger continuo preferindo, ainda que ligeiramente, este último? Por uma espécie de critério de desempate…


Imprensa, torcida e profissionais diversos comentam futebol com a maior naturalidade sem acompanhar o esporte com mínima profundidade. Clichês, rótulos, opiniões aderidas por parecerem inteligentes, e sobretudo os resultados pautam os discursos com muito mais frequência do que análises zelosas e baseadas em largas amostragens, vastos conhecimentos, impressões colhidas por meio da apreciação cuidadosa de um grande número de partidas completas. Quem segue esse caminho que tracei como mais raro – e tem percepção correta, senso de justiça e do que seria a meritocracia – possui tendência bem maior de se apegar, quase exclusivamente, ao desempenho, ao rendimento, à qualidade pura e simples; não necessariamente aos louros colhidos numa modalidade tão acometida pelo acaso, tão “relativa”, em diversas acepções.


Avaliando ampla amostragem de jogos de equipes chefiadas por Roger e Cuca, observo que os times montados pelo primeiro costumam ter controle, certo tipo de domínio num patamar bem mais elevado dentro dos duelos – em termos qualitativos e quantitativos –, e também com mais constância, num número maior de embates. Esta característica aparece para mim como vantagem não por se entrelaçar supostamente com uma forma de jogo que me agrada mais estética, artisticamente. Nada disso. Embora prefira este traço abordado também nos âmbitos mais contemplativos, ligados à beleza e à fruição, o que se mostra determinante para decretá-lo como superior é que, para mim, ele simplesmente aumenta as chances de ganhar. O trabalho de Roger durante a preparação torna seu esquadrão menos dependente da sorte, de lampejos, circunstâncias. Do individual.


Marcação por zona, com compactação, linhas próximas; momento ofensivo com equipes que trocam passes curtos, triangulam, atacam também com muita gente – mas sem se desarrumar em demasia –, e bastante aproximação: estes são alguns dos motes do novo técnico do Galo. Cuca, embora também inventivo e competente em termos estratégicos, tende a prezar menos a posse, a exagerar em alguns instantes nas bolas longas e em outros aspectos que colocam tudo mais à mercê do acaso; defensivamente, pelo menos até hoje, opta além do que gostaria pelo combate individual, e proporcionalmente, me parece menos eficiente para agrupar suas peças no momento em que está sem a bola.


Cobrar títulos de um treinador que começou há pouco tempo e que tinha na mão uma equipe sem condições minimamente consideráveis de vencer o Brasileirão e a Libertadores não faz sentido. Roger levou um Grêmio completamente deprimido, enfraquecido, machucado por crises políticas, financeiras e por um trabalho paupérrimo de Felipão a brigar na parte de cima. Foi bem além das expectativas.


Não é coincidência: o questionamento que se limita ao “ganhou o quê?”, e mesmo as manifestações cercadas de desconfiança em geral que vi até agora vieram basicamente de quem não possui uma relação de busca por um conhecimento profundo do futebol, e de quem, na realidade, mal viu o Grêmio treinado por Roger jogar. Mais sobre essa nuance em breve.

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Grêmio e Galo: virtudes de um, defeitos do outro

públicado em by Cadu Doné em Esportes | 560 comentários


Até que ponto uma atuação especialmente ruim, um oponente claramente bagunçado pode servir como parâmetro?


Grêmio e Galo: virtudes de um, defeitos do outro


Quando um time supera o outro com bastante facilidade, imponência, muitas vezes é difícil delinear até que ponto a discrepância aconteceu por méritos do vencedor, ou por um desarranjo completo do derrotado. No primeiro jogo da final da Copa do Brasil, o Grêmio teve atuação excelente. Entre as principais virtudes, um toque de bola digno de nota; uma capacidade ímpar de envolver o inimigo, colocá-lo na roda. Não foi a primeira vez que, com Renato Portaluppi, o tricolor desfilou em campo com essas qualidades. Diante do Cruzeiro, na fase anterior da mesma competição – também no confronto do Mineirão –, neste sentido, o cenário foi bem similar. Por outro lado, em termos proporcionais, acompanhando todo o calendário da equipe, desempenhos desta magnitude, com esse nível de excelência, têm sido bem raros. Na realidade, nem um patamar de performance minimamente próximo ao aqui descrito chega a ser exatamente regular. Mistérios do futebol… Afinal, qual é o verdadeiro Grêmio? O que assombrou o gigante da Pampulha duas vezes consecutivas, ou aquele esquadrão “normal”, “nem lá, nem cá”, do dia a dia? Especial, ou mero mortal, mais um na multidão?


No triunfo dos gaúchos sobre o Galo, semana passada, especificamente, a trupe de Marcelo Oliveira me pareceu tão coletiva e taticamente desorganizada, com defeitos tão graves e escancarados nesta seara que, confesso, fico um tanto ressabiado para elogiar Douglas e seus Blue Caps sem medo de ser feliz. Com aquela desenvoltura, o desprendimento e a leveza que só a mais inabalável convicção – ainda que sem prova – é capaz de produzir. E vejam bem: isso está longe de ser o mesmo que tirar o merecimento, os atributos dos vitoriosos.


Acompanhei este cotejo in loco, comentando-o, e depois novamente, pela TV. Os espaços entre as linhas do escrete mineiro eram tão cristalinos e exagerados; a falta de sincronia, entrosamento, programação dos movimentos defensivos – não somente – tão chamativa; o posicionamento das peças, seus deslocamentos, tão equivocados e indignos de um grande clube profissional; os mandantes marcavam com um número tão pequeno de atletas – os quatro da frente ajudavam pouquíssimo na recomposição, no combate atrás da linha da bola; os meias abertos auxiliavam os laterais de maneira tão rara e primária que, somando isso tudo, no latifúndio que o Grêmio tinha para trabalhar a posse e encontrar sempre alguém livre, no arremedo que exalava carência de treino, consciência individual e coletiva do que dever-se-ia fazer que era o alvinegro, não se tinha um quadro adequado para se realizar a mais precisa apreciação a respeito dos predicados dos pampas. Será que numa situação infimamente normal, com um rival razoavelmente organizado defensivamente – notem: não falo de brilhantismo –, os porto-alegrenses são capazes, regularmente, de apresentar tanta fluência, dinamismo e precisão no toque de bola? O ponto é: não devemos insinuar que não e, de novo, não se deve retirar os elogios devidos para uma ótima atuação, o atropelamento advindo no Mineirão. Circunstâncias excepcionais, contudo, em todos os segmentos, raramente se mostram parâmetros recomendáveis. Logo, a cautela, o conhecimento de futebol e, mais do que isso, a observação do Grêmio numa amostragem global, indicam inapeláveis: melhor esperar uma pugna contra um competidor pelo menos medíocre estrategicamente para algo decretar – claro que me refiro ao Atlético naquele dia; se Marcelo Oliveira, de fato, não conseguiu montar um time na acepção da palavra, óbvio que a realidade durante sua passagem não foi sempre tão devastadora quanto aquilo que vimos na última quarta.


No mais, ainda no plano tático, algumas observações para a peleja desta final: como “falso 9”, com frequência, Luan recua, deixa o ataque vazio, cria superioridade numérica no centro do campo, e se prepara para municiar o ponta que entra na diagonal como elemento surpresa; Ramiro, volante de origem e meia pela direita no desenho inicial da equipe, flutua entre a beirada do campo, e um posicionamento mais próximo de Maicon e Walace – eis mais um recurso que, além de dar solidez defensiva e flexibilidade estratégica aos comandados de Potaluppi, pode propiciar superioridade numérica no centro do campo.

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Galo e Grêmio: talento ou tática?

públicado em by Cadu Doné em Esportes | 381 comentários


Com os desfalques, Marcelo está sem a chamada “solução ideal”; se ganha numa ponta, perde na outra…


Galo e Grêmio: talento ou tática?


Se pegarmos todas as opções que Marcelo Oliveira tem para formar seu trio de meias, à parte Robinho – absoluto –, talvez Otero e Luan sejam hoje, ao lado de Maicosuel, as saídas, digamos, “mais completas” – por unirem bom desempenho ofensivo, considerável qualidade com a bola no pé, na criação, à capacidade de recompor, fechar os flancos.


Clayton esteve longe de convencer na temporada até aqui no que se refere à produção técnica. Viveu período recente no qual conseguiu sequência minimamente consistente, rendimento favorável. Mas este recorte positivo, longe de se relacionar com qualquer centelha de brilhantismo, marcou-se por uma conotação em que o atleta fora avaliado, ao menos, como um bom burocrata – sobretudo por auxiliar com disciplina o lateral direito na marcação; não um chef digno de guia Michelin, virtuoso, inventivo, capaz de mexer com nossos mais apurados e recônditos sentidos: um bom cozinheiro que simplesmente não faz feio no dia a dia. Cazares, por outro lado, notabilizou-se, nos últimos meses, quase pelo exato oposto. Aqui estamos tratando de alguém com potencial para flertar com a genialidade; com quê de irascível, traz a esperança de inovar com a mais nova e instigante criação de uma sofisticada cozinha fusion (abram alas para as espumas, a apresentação artística, colorida; ovas, trufas e um maître gastando no francês); mas nem sempre entrega – às vezes chegando a queimar o arroz – o prato na hora, eventualmente não cumpre o combinado com o cliente e, pior, nunca se mostra apto a fritar um simples ovo – para o trabalho nobre, quando quer, frequentemente ele sorri; já para o labor dos homens comuns… Marcar, definitivamente, não é com ele.


Com Rafael Carioca suspenso para o primeiro jogo, diminuem as chances de o Atlético recorrer a um trio de volantes – com Urso atuando na sua posição de ofício, ou aberto pela direita, mais solto. Logo, levando-se em conta as pífias participações de Carlos Eduardo, e o fato de que Hyuri claramente segue abaixo na hierarquia do plantel, neste instante, a cabeça de Marcelo gira em torno de um único dilema: Clayton ou Cazares? Em certo sentido, é possível ler: alguma segurança, certa confiabilidade burguesa, mediana, do populacho, ou a chance – aliada ao risco tanto defensivo, quanto de ele simplesmente estar em um “dia não” – de um produto mais nobre? Em nome da ambição, do talento, sem negar que boa dose de dúvida e preocupação ainda residiria – se já sou ansioso, insone… –, eu, com a pressão e a conta bancária de Marcelo Oliveira, escolheria o equatoriano. Mas com uma condição: desde que, com ótima, cuidadosa, detalhada conversa, e minuciosa orientação tática, tivesse razoável porção de certeza de que, seja com ele, com Robinho, ou um revezamento entre os dois, teria quase sempre mais um meia para ajudar Maicosuel a recompor. Jogar uma final, contra um time do tamanho do Grêmio, que carrega na organização estratégica justamente uma de suas principais virtudes, como o Galo se apresentou no primeiro tempo diante do Flamengo – última vez em que Robinho e Cazares começaram um cotejo juntos… Seria uma irresponsabilidade. Não dá para decidir com um centroavante e dois dos três armadores com a mão na cintura no momento defensivo, quando o adversário já atravessou o meio-campo – faço essa ressalva porque tanto Fred, quanto Pratto, quando atuam como “9”, não podem ser cobrados para voltar com a bola rolando com alguma frequência, e, no que tange a um auxílio lá na frente, ambos têm, usualmente, se esforçado bastante.


Curioso: desde que Renato Gaúcho chegou, também numa espécie de dualidade “talento versus segurança tática”, o tricolor dos pampas vem optando pela alternativa vista como mais pragmática. Ramiro, volante de origem, como meia pela direita, no 4-2-3-1; Everton e Bolaños, amplamente superiores em termos técnicos, sentadinhos no banco, ao lado de Carol Portaluppi. Dando desconto para o lado “aparício” do belo exemplar – que de fato, dá uma preguiça danada –, neste caso, a reserva não me parece mau negócio…

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Um dos melhores escritores brasileiros lança livro hoje em BH; imperdível!

públicado em by Cadu Doné em Esportes | 220 comentários


Um dos melhores escritores brasileiros lança livro hoje em BH; imperdível!


Nesta sexta-feira a Academia Mineira de Letras promove evento imperdível. Luiz Antonio de Assis Brasil – para mim, um dos três melhores escritores brasileiros ainda em atividade – lança seu novo romance, “O Inverno e Depois”. Trata-se de uma obra-prima. No nível de “Videiras de Cristal” e “Cães da Província”, dois dos trabalhos anteriores de Assis que seguramente merecem a alcunha. Prometo resenhar o livro com o cuidado que ele merece em breve. Por ora, coloco abaixo as informações sobre o lançamento de hoje, dois links para críticas da obra, e um dos incontáveis trechos do romance que me marcaram.


Para quem não sabe: além de genial escritor, Assis é o mais famoso e conceituado professor de literatura do país. Em uma iniciativa espetacular, a Academia Mineira de Letras o trouxe para ministrar uma de suas famosas oficinas aqui em BH, neste segundo semestre – e eu estou tendo a honra de participar da turma. Como admirador e aluno, claro, não perderei o lançamento de hoje. Espero vocês lá! Além de tudo, Assis é um doce, um cavalheiro, e entusiasta da nossa terra: com certeza receberá todo o público mineiro com o maior carinho do mundo.


SERVIÇO:


Lançamento do livro de Assis Brasil, “O inverno e depois”

Data: 18 de novembro, entrada franca. É só chegar!

Horário:20h.

Local: Academia Mineira de Letras (Rua da Bahia, 1466 – Lourdes – BH/MG).


Críticas:

Folha de São Paulo:

http://www1.folha.uol.com.br/ilustrada/2016/10/1827292-o-inverno-e-depois-oferece-alento-em-tempos-de-autoficcao.shtml

No blog do Juremir, do Correio do Povo:

http://www.correiodopovo.com.br/blogs/juremirmachado/2016/10/9129/a-obra-prima-de-assis-brasil/


Trecho:


“Se Constanza era feliz ali, ele não se reconhecia como aquele homem sem esperanças, pronto a deixar Würzburg e que poucas horas antes perambulava pela promenade. Examinou a si mesmo, para ver se não procurava substituir sua infelicidade por uma pseudoexperiência amorosa que poderia encobrir uma aventura predatória e compensadora. Mas não: sabia que, dentro de si, brotara um sentimento capaz de encontrar sentido em delicados gestos como aquele, de observar, com respeito e devoção, uma jovem mulher que repousa”.

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Procura-se um estranho no ninho

públicado em by Cadu Doné em Esportes | 147 comentários


Em meio a tanta mediocridade, às vezes erramos/exageramos na valoração de certos profissionais…


Procura-se um estranho no ninho


Muitas vezes superestimamos o papel e o conhecimento dos treinadores. Mais do que a repetição de um clichê, esta frase ganhou real e novo sentido para mim a partir do momento em que, convivendo com alguns deles, em conversas intimistas, soltas, fora do ar, me impressionei com a carência de informações e substância, de conteúdo e profundidade que revelavam. “Sério que ESTE é o sujeito idolatrado, tratado como estrategista, genial? Que vive só disso, ganha milhões para se debruçar unicamente sobre o tema? Que faturou inúmeros títulos?”. É uma espécie de choque; capaz de confundir, fazer refletir, dar um nó na nossa cabeça – e não só necessariamente de quem caía no equívoco de sobrevalorizar.


Por outro lado, ainda que relativizemos a importância destes profissionais, que chamemos de comum um tipo de nivelamento por baixo, me parece inegável que nos últimos oito, dez anos, surgiu uma elite irrequieta de técnicos, em nível mundial, que mudou determinados parâmetros do jogo, tirando-o da estagnação. Se revolução é um termo que, de fato, provavelmente, soa exagerado para o aconteceu, falemos em algo nessa linha, porém em grau menor; uma boa sacudida, uma bagunçada positiva, vai… Nesta esteira, em geral, dá para considerar também que o Brasil não se alinhou exatamente com os avanços desta elite. Um ranço “boleiro”, simplório, anti-intelectual barrou a chegada de conceitos, ideias – e de novo, faço questão da reserva: ninguém aqui está querendo decretar, sei lá, que o tiki-taka da seleção espanhola exalava complexidade digna da teoria das cordas; ou da ética, da metafísica, do panteísmo de Spinoza.


Quando se vive considerável carência em determinado meio, usualmente surge como natural, quase uma reação automática do cérebro, a tentativa de encontrarmos o estranho no ninho; algumas exceções. Alguém que se salve, “pelo amor de Deus”. Muito em função disso, numa defesa da mente para não ficarmos apenas na crítica, mal-humorados demais, e até num exercício de acharmos entes que, ao menos comparativamente, são “menos ruins” – o que muitas vezes se torna um passo para superlativos, elogios descabidos –, frequentemente detectamos excelência onde há meramente uma mediocridade melhorada. Nesse emaranhado todo que constrói as opiniões públicas, um detalhe: boa parte da mídia/sociedade tem especial dificuldade de relativizar resultados; de criticar quem ganhou. Costuma-se, no fundo, buscar argumentos para justificar o triunfo, ainda que eles não sejam reais/intelectualmente qualificados, e que se esteja, na prática, pecando por “forçar a barra”. Algo talvez um tanto análogo à brilhante lógica de Schopenhauer: “não queremos porque achamos motivos. Achamos motivos porque queremos”.


Por que trouxe tudo isso para o debate? Simples: em meio ao marasmo de qualificação dos nossos “professores”, perde-se a linha dia sim, outro também, na valoração de certos personagens da bola. Existem alguns casos claros de comandantes que, por fazerem apenas o básico, fornecerem mínima organização aos seus times – sem ideias, sem transgredir, sem fazer o conjunto fluir, solto, infimamente dinâmico, interessante e eficiente no momento ofensivo (não falo de futebol arte; trato simplesmente de convencer, jogar bem; de consistência, controle, uma centelha de confiança na vitória em boa medida independente de acasos) –, acabam ganhando ares de estrategistas inveterados, de grande pensadores/conhecedores do esporte bretão. Não, não estou falando de Tite. Em breve sigo na apreciação e contextualizo o tópico com exemplos.

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