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O Galo ideal e as variações táticas

públicado em by Cadu Doné em Esportes | 21 comentários


Com tantas ótimas opções em termos técnicos, e com numerosas possibilidades táticas, como você escalaria o Galo?


O Galo ideal e as variações táticas


Quando Thiago Ribeiro estiver disponível, penso que deve ser titular do Atlético. Ideal para ocupar a faixa esquerda do campo, atleta que funciona bem compondo a linha de meias por esse lado, é mais completo, técnico e habilidoso do que Carlos. Taticamente, sabe cumprir bem a tarefa de recompor, acompanhar o lateral direito adversário – labor tão bem executado pela revelação da base alvinegra. Ao mesmo tempo, em termos ofensivos, é superior, e, ainda no aspecto estratégico, executaria sem problemas a tarefa de fazer a diagonal, entrar na área, se transformar numa espécie de segundo atacante mais incisivo e perto do gol, ao lado de Lucas Pratto.


Esse tipo de movimento vem sendo realizado por Carlos de maneira recorrente e já há um longo período, e culminou em vários lances de gol para o Galo – por exemplo, o tento marcado no empate contra o Cruzeiro, no jogo ocorrido no Independência, pelas semifinais do Mineiro. Se considerarmos, porém, que Thiago Ribeiro é seguramente melhor nas finalizações do que o atual titular – e levando-se em conta que, conforme colocado, ele é capaz de fazer esses deslocamentos com facilidade –, nessa história de se aproximar da meta inimiga, o novo reforço que chegou do Santos pode aprimorar a equipe de Levir.


Desde a temporada 2014, o Atlético tem apresentado variações táticas interessantes. Apesar de ter adotado o 4-2-3-1 como esquema base do time, Levir nunca se limitou a ele. Em jogos importantes – contra o Cruzeiro, no Mineirão, e diante do Fluminense, no Maracanã, ambos pelo Nacional; nos duelos épicos contra Corinthians e Flamengo pela Copa do Brasil, no gigante da Pampulha – utilizou Dátolo como uma espécie de segundo homem do meio, mantendo o esquadrão com só um volante de ofício. Pegando essas oportunidades como um todo, variou entre um 4-4-2 à inglesa, com duas linhas de quatro bem definidas – e, por exemplo, tendo Guilherme e Tardelli como atacantes – e o 4-1-4-1.


Todas essas opções são bem convidativas, atraentes. Em todas elas, o conjunto conseguiu mostrar méritos defensivos e ofensivos. Ao contrário do que dizem, atuar com Dátolo como segundo volante não deixa a equipe necessariamente mais ofensiva. Na mencionada partida contra o Flu, por exemplo, o comportamento defensivo foi impecável, e se a equipe não atuou na retranca – longe disso –, mostrou segurança superior àquela costumeiramente apresentada – fora de casa – quando dois volantes de oficio estão em campo. Tudo pelo posicionamento, pela organização, e pela compactação das linhas de quatro.


Com muitos jogadores que, além de ótimos tecnicamente, propiciam flexibilidade estratégica, Levir tem aquele famoso, fatídico “problema que qualquer treinador quer ter”. Hoje, em nome da pegada, da intensidade, escalaria o esquadrão alvinegro no 4-2-3-1 com Carioca e Donizete no setor dos volantes; Luan na direita, Guilherme no meio, e Thiago Ribeiro na esquerda na linha de armadores; Pratto centralizado. Dátolo seria quase um 12º- segundo titular, utilizado com MUITA frequência; dependendo do jogo, como armador, para descansar Guilherme; em outras oportunidades, como segundo volante – para dar essa dinâmica diferente em termos táticos; nesse caso, a priori, o marcador a ser sacado, seria Carioca.

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