Prazo de validade
Conforme prometido no post anterior, falo agora sobre o outro rótulo atribuído a Roth com frequência.
Em boa parte das ocasiões nas quais Roth foi criticado por ter feito trabalhos com “prazo de validade”, aconteceu o seguinte: o treinador tinha um elenco fraco ou mediano sob seu comando; superando as expectativas, levou esse plantel a resultados expressivos, a brigar por títulos; em certo instante, o rendimento caiu, o que se mostrava mais do que natural, pois o grupo já estava entregando além do que se imaginava, e não era lá essas coisas, para começo de conversa.
Em alguns desses exemplos, até dá para colocar, sim, que a queda de desempenho foi brusca demais, além da conta. Entretanto, mesmo nestes, deve-se contextualizar que Roth não tinha exatamente um grande esquadrão nas mãos, nada perto disso. Já em outros dos casos utilizados para supostamente retratar o “prazo limitado” do trabalho do gaúcho, esquece-se até de dizer que, não somente ele não mereceria as críticas duras pela redução de aproveitamento, pela piora da performance – ou ao menos ser rotulado como um cara marcado por elas -, como era, sobretudo, digno de aplausos por ter, em longo período, tirado “leite de pedra”, e no todo, feito mais do que se esperava – ou até mais ou menos o “normal” para aquele elenco.
O Grêmio de 2008, vice do Brasileiro, foi um exemplar clássico de time que superou o se imaginava, levando-se em conta as possibilidades que possuía “no papel”. No Galo, em 2009, a queda até apresentou-se acentuada em demasia, mas por um bom tempo, Roth também contribuiu para que o elenco fosse além do esperado.
Trabalhos no Galo
No Atlético, aliás, Celso Roth obteve marcas, digamos, consideráveis. Em 2009, conseguiu a melhor campanha do Galo na era dos pontos corridos, quando terminou na sétima posição o certame – percebam que mencionei acima que dá para classificar a queda de rendimento nesse ano em questão como digna de críticas, como elevada demais -, repetindo o desempenho de 2003, ano no qual o gaúcho, curiosamente, começou o torneio como técnico do alvinegro mineiro.
Roth em Minas (fonte: ESPN)
Atlético (Maio de 2009 – Dezembro de 2009)
40 jogos: 17 vitórias, 10 empates e 13 derrotas. Aproveitamento de 55%
Uma nova queda de desempenho voltou a derrubar Roth. Depois de ficar perto da liderança, acabou até sem a vaga na Libertadores e foi demitido.
Atlético (Janeiro – Julho de 2003)
40 jogos: 22 vitórias, 11 empates e sete derrotas. Aproveitamento de 64,2%
Demitido após derrota para o Fortaleza fora de casa. Queda de rendimento causou queda (quatro pontos em quatro jogos antes de cair)
Dica de evento
Aos amigos interessados em literatura, uma dica: nessa quinta, acontece evento imperdível em BH, realizado pelo projeto “Sempre um Papo”.
Afonso Borges, um dos maiores nomes da cultura do nosso estado, receberá João Paulo Cuenca, que estará lançando seu livro de crônicas em BH. Para quem não sabe, Cuenca é autor de 3 romances de sucesso, altamente bem recebidos pela crítica, já escreveu para teatro, cinema e TV (foi roteirista da série “Afinal, o que querem as mulheres”?, da rede Globo..); é comentarista de cultura do programa Estúdio I, da Globo News, e foi cronista do jornal “O Globo”, entre outros, por vários anos.
Cuenca sempre está na lista dos principais escritores brasileiros e latinos da atualidade, e figurou, em 2007, na lista feita pelo Festival de Hay, e pela organização do festival Bogotá Capital Mundial do Livro, que elegeu os 39 escritores latinos mais importantes com menos de 39 anos.
Infos do evento no link a seguir: http://www.sempreumpapo.com.br/agenda/integra.php?id=1021&idCid=1
Vale a pena!









